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São Jerônimo, RS,06/04/2025

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Fecomércio espera crescimento nas vendas de Páscoa, apesar de desafios econômicos

Entidade destaca o impacto da inflação e do custo do cacau, mas aposta na forte recuperação do mercado de trabalho para impulsionar o consumo

Reprodução
Fecomércio espera crescimento nas vendas de Páscoa, apesar de desafios econômicos Fecomércio espera crescimento nas vendas de Páscoa, apesar de desafios econômicos
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A Fecomércio-RS projeta crescimento nas vendas de Páscoa no Rio Grande do Sul. Segundo avaliação da entidade sobre o cenário em que se aproxima a data, por mais que haja limitadores importantes, a forte recuperação do mercado de trabalho gaúcho após a tragédia é um dos principais elementos de suporte a uma perspectiva de vendas maiores em relação a 2024, mesmo que de forma moderada.

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— Esperamos que as vendas cresçam, mas o cenário para a data conta com um impulso limitado. Por mais que tenhamos um suporte importante na renda pelo emprego e pelas transferências, por outro lado temos inflação de alimentos tirando poder de compra das famílias, cautela por parte dos consumidores e juros altos além do aumento de preços do próprio chocolate — destaca Luiz Carlos Bohn, presidente da Fecomércio-RS.

No mercado de trabalho, os dados para o RS mostram crescimento da massa real de salários em 9,6% e a queda da taxa de desocupação em 0,7 ponto percentual no último trimestre de 2024 em relação ao final de 2023. No contexto inflacionário, os alimentos mais caros em 7,42% na comparação ao mesmo período do ano anterior pressionam o orçamento das famílias, sendo que o chocolate, destaque da data, tem alta ainda mais expressiva (18,51% em 12 meses).

O aumento do preço do cacau no mercado internacional tem pressionado a indústria, que busca alternativas para minimizar o impacto no consumidor. 

— A alta do custo da matéria-prima impacta diretamente os preços finais dos produtos mais tradicionais da Páscoa, como os ovos de chocolate. Nesse cenário, o consumidor deve se deparar com uma diversidade maior de produtos – em formatos, gramaturas e composição – como estratégia dos fabricantes para mitigar a transferência da alta de preços ao consumidor final — afirma Bohn.

Pelo lado do crédito, a Selic mais alta do que um atrás torna o cenário para o crédito das famílias ainda mais desafiador, com acomodação das novas concessões e incerteza sobre a nova modalidade de consignado aos empregados do setor privado. A avaliação destaca, no entanto, que por mais que o patamar de famílias com contas atrasadas permaneça elevado (PEIC-RS: 30,0% em fev/25), mantém-se menor que no início de 2024 (37,7% em fev/24).

Na confiança, o contrário, com famílias mais pessimistas do que um ano atrás, evidencia-se um comportamento mais cauteloso dos compradores.

— Sabemos que o consumidor está mais atento aos preços e busca opções que caibam no orçamento. Por isso, os varejistas precisam estar preparados para atender essa demanda com variedade de produtos, estratégia na comunicação e condições diferenciadas ao consumidor mais compatíveis com a estrutura financeira de cada negócio — ressalta o presidente da Fecomércio-RS.


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