RS registra a primeira morte por febre chikungunya da história
Secretaria Estadual de Saúde também registra 107 casos no estado, sendo 93 autóctones

Carazinho, cidade localizada no norte do Rio Grande do Sul, registrou na noite de quinta-feira (3/04) a primeira morte por febre chikungunya da história do estado. A vítima, um homem de 68 anos com comorbidades, faleceu em março, mas a confirmação de que a causa da morte foi a chikungunya foi divulgada apenas nesta quinta-feira, após análise do Laboratório Central do Estado (Lacen).
Até o momento, Carazinho contabiliza 97 casos confirmados de febre chikungunya, além de 60 casos ainda sob investigação. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) também registra 107 casos no estado, sendo 93 autóctones (contraídos dentro do estado), dos quais 88 são de Carazinho e 5 de Salvador das Missões.
Em resposta ao aumento dos casos, a prefeitura de Carazinho decretou situação de emergência, permitindo o acesso a recursos extras para intensificar o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da chikungunya, dengue e zika. O prefeito João Pedro Albuquerque de Azevedo assinou o decreto após a confirmação do óbito e o crescimento acelerado de casos na cidade. O decreto autoriza a contratação emergencial de serviços, aquisição de insumos e ampliação do atendimento de saúde.
Além disso, a prefeitura intensificou medidas como mutirões de limpeza, aplicação de fumos (fumacê) e campanhas de conscientização. Também há monitoramento dos pacientes e vigilância ambiental para identificar e eliminar possíveis focos do mosquito.
A secretária de Saúde de Carazinho, Carmen Santos, explicou que os primeiros casos começaram a ser registrados em janeiro e inicialmente foram diagnosticados como suspeitas de dengue. No entanto, como os testes para dengue davam negativo, as amostras foram enviadas ao Lacen, que confirmou os casos como sendo chikungunya. A secretária alertou para as dores articulares persistentes, que podem durar meses ou até um ano, mesmo após o fim da infecção.
A cidade tem utilizado drones para localizar focos de mosquito em locais de difícil acesso, como terrenos baldios e quintais, além de promover mutirões de limpeza e aplicação de inseticidas. A SES está dando apoio às ações de combate e, com o decreto de emergência, espera-se um reforço de recursos humanos e financeiros para ajudar a conter a epidemia.
A prefeitura de Carazinho fez um apelo à população para que continue se esforçando na eliminação de focos de água parada, ressaltando que a participação de todos é essencial para combater a doença.
Prevenção da dengue e chikungunya

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