Rio Grande do Sul terminou setembro com 550 mil desempregados, segundo o IBGE

Desemprego no RS tem leve recuo no mês passado, mas acumula alta de 14,6% na pandemia

Por Portal de Notícias 23/10/2020 - 12:46 hs
Foto: Banco de imagens
Rio Grande do Sul terminou setembro com 550 mil desempregados, segundo o IBGE
Rio Grande do Sul terminou setembro com 550 mil desempregados, segundo o IBGE

O Rio Grande do Sul terminou setembro com 550 mil desempregados, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Covid19), divulgada nesta sexta-feira (23/10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representa queda de 2,1% em relação a agosto, quando havia 562 mil pessoas nesta condição.
Porém, frente à primeira edição do levantamento, realizada em maio, há crescimento de 14,6% na desocupação ao longo da pandemia. Naquele momento, 480 mil gaúchos estavam sem ocupação.
A taxa de desemprego no Rio Grande do Sul fechou o mês de setembro em 9,7%. Em agosto, o indicador chegava a 9,9%, enquanto que em maio o índice era de 8,4%.
O cenário gaúcho é distinto ao verificado no país. No Brasil, a taxa de desocupação atingiu 14% em setembro, o maior índice da série histórica do IBGE. A população sem emprego chegou a 13,5 milhões de pessoas, crescimento de 4,3% frente a agosto e de 33,1% desde o início da pesquisa.

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Gerente substituto de pesquisas do IBGE no Rio Grande do Sul, Luis Eduardo Puchalski ressalta que a situação do Estado é de estabilidade nos indicadores, o que pode dar indicíos de que a retomada da economia gaúcha está mais lenta do que a média brasileira.
- Não se consegue diminuir a taxa de desocupação, que segue estável, e o número de pessoas ocupadas também não está aumentando muito. Isso pode estar refletindo que nossa economia não está conseguindo se recuperar no mesmo ritmo da média nacional - pondera o pesquisador.
No Estado, em setembro, havia 921 mil pessoas não ocupadas que não procuraram trabalho, mas gostariam de trabalhar. Em agosto, eram 927 mil. Neste grupo, no mês passado, havia 496 mil indivíduos que não conseguiram procurar trabalho por causa da pandemia ou pela falta de oportunidades no local onde moram. Em agosto, eram 521 mil.
Ao mesmo tempo, a Pnad Covid indica que a quantidade de pessoas afastadas do trabalho por causa do distanciamento social chegou ao menor patamar desde maio no Estado: 171 mil. No início do levantamento, havia 631 mil trabalhadores nesta situação. Puchalski credita esse movimento à diminuição do ritmo de contágios de covid-19.
Além disso, o número de horas efetivamente trabalhadas no mês subiu de 34 para 35, de acordo com a pesquisa. Já o rendimento médio cresceu 1,7%, atingindo R$ 2.662 em setembro.








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