Sindicato dos Metalúrgicos comemora 40 anos de atividades em Charqueadas

Data é celebrada em meio ao pior momento vivido pelo movimento sindical brasileiro

Por Portal de Notícias 12/04/2018 - 19:51 hs
Foto: DIVULGAÇÃO
Sindicato dos Metalúrgicos comemora 40 anos de atividades em Charqueadas
Jorge Luiz Silveira de Carvalho (Luizão) recebeu os convidados na quadra do Sindimetal

 

Em uma confraternização que reuniu antigos presidentes e dirigentes na quarta-feira, 11, foram celebrados os 40 anos de atividades do Sindicato dos Metalúrgicos de Charqueadas (Sindimetal), fundado em 14 de março de 1978. O atual presidente, Jorge Luiz Silveira de Carvalho (Luizão), que está há 15 anos à frente do Sindicato, destacou a contribuição de seus antecessores.

- Foi uma contribuição coletiva, que cada presidente deu. Temos uma bela construção, todos eles contribuíram muito para o crescimento do Sindicato, que nasceu em 1978 em pleno o regime militar – disse Carvalho.

Direitos obtidos nestes 40 anos de atuação ainda permanecem devido ao trabalho do Sindicato e, para Carvalho, isso é uma das conquistas.

- A manutenção de muita coisas que conquistamos no passado, na época da Aços Finos Piratini, é uma das conquistas. O acordo coletivo, retorno de férias e 1% de demissões.  Desde que a Gerdau assumiu, eles tentam a retirada destas conquistas - afirma o presidente.

Carvalho também lembrou a demissão de mais de mil funcionários da Iesa Óleo e Gás, no final de 2014, e o trabalho para manutenção do Polo Naval. Após serem demitidos, os colaboradores da empresa buscaram apoio do Sindicato para ter seus direitos garantidos.

- Foi uma luta pela manutenção e os questionamentos em relação à postura da Iesa e Petrobras, que não forneciam condições mínimas de trabalho e não pagavam o salário dos trabalhadores. Na ocasião, entramos com uma ação contra a Petrobras pedindo a retenção de bens para que os trabalhadores recebessem a verba rescisória e eles receberam -  recorda o sindicalista.

Atualmente, uma das causas defendidas pelo Sindimetal é o fim da reforma trabalhista. Segundo Carvalho, os trabalhadores passam pelo pior momento desde a fundação do Sindicato devido às mudanças na legislação trabalhista. Ele revela que o sindicato irá trabalhar para manter as conquistas obtidas há mais de sessenta anos, como o Imposto Sindical, que foi extinto com a reforma.

- Hoje os trabalhadores estão a mercê de uma reforma que só trás danos aos colaboradores e que dificulta os sindicatos de se manterem. Este é, com certeza, o pior momento vivido pelo movimento sindical – disse Carvalho. 

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